Low carb é uma estratégia de emagrecimento com pouco carboidrato. Baseia-se principalmente na hipótese de que a redução da insulina melhora a função cardiometabólica e induz a perda de peso. 

A quantidade de carboidratos de uma dieta “habitual” é 50-60% das calorias diárias ingeridas. Assim, dietas com menos de 40% de carboidratos ao dia já são low carb. A quantidade de carboidratos pode variar, chegando a apenas 10% / dia (Dieta cetogênica). 

Nessa dieta, carboidratos integrais e “naturais” (mandioca, batata doce, frutas) são priorizados, enquanto os refinados devem ter o consumo reduzido; por não ter fibras, estes têm a digestão mais fácil e sua glicose é liberada rapidamente na corrente sanguínea – favorecendo o acúmulo de gordura. 

Os valores de gorduras e proteínas na dieta variam individualmente, de acordo com a porcentagem de carboidratos determinados. Um exemplo seria: 40% de carboidratos; 30% de gordura; 30% de proteínas. Entretanto, continuam valendo as recomendações para a população geral: preferir carnes magras, incluir proteínas vegetais, fontes de gorduras boas e reduzir as gorduras saturadas! 

Uma hipótese de por que as abordagens de baixo carboidrato podem produzir rápida perda de peso (em comparação a outras dietas) é que as gorduras e as proteínas aumentam a saciedade e produzem menos hipoglicemia, reduzindo assim a fome e a ingestão total de alimentos. Além disso, outra hipótese sustenta que as dietas com pouco carboidrato podem produzir uma queima metabólica mais alta do que as dietas com alto teor de carboidratos. 

É importante dizer que nem todo mundo se adequa às restrições de carboidratos; alguns pacientes podem apresentar episódios de compulsão alimentar. A dieta tem que ser individualizada e o paciente precisa ter frequência para conquistar resultados. 

Atenção: dieta low carb não é “NO” carb; suspender completamente carboidratos da dieta pode levar a diminuição do metabolismo, constipação, flacidez, mau hálito, compulsão alimentar e distúrbios hormonais.